O IMPACTO DO USO EXCESSIVO DE ANSIOLÍTICOS EM ADOLESCENTES:
Uma revisão da literatura com ênfase no papel da família
Vilner Tombolim Marchetto Medeiro1
RESUMO
Os ansiolíticos são medicamentos que ajudam a gerenciar a ansiedade em pessoas
com distúrbios associados ao sistema nervoso central, afetando de maneira direta
suas emoções e ações, muito utilizados pelos adolescentes. Nesse cenário, o
envolvimento da família é fundamental para o suporte ao tratamento e autocontrole do
paciente. O objetivo do estudo foi analisar os impactos do uso excessivo de
ansiolíticos em adolescentes, com ênfase no papel da família no enfrentamento e
prevenção do uso abusivo desses medicamentos. Metodologicamente, trata-se de um
estudo da literatura através da abordagem qualitativa. Os instrumentos de coleta de
dados consistiram em análise de artigos científicos disponíveis em plataformas
reconhecidas Google Acadêmico. Os resultados indicaram que o uso excessivo de
ansiolíticos em adolescentes está frequentemente associado a fatores emocionais,
pressões sociais e ausência de suporte familiar adequado. Conclui-se que o consumo
elevado de ansiolíticos entre jovens é uma questão alarmante, que abarca não apenas
aspectos pessoais e médicos, mas também as circunstâncias sociais e familiares,
demandando uma abordagem conectada do envolvimento familiar na supervisão e na
prevenção.
Palavras-Chave: Ansiolíticos. Adolescentes. Uso excessivo. Família. Controle.
ABSTRACT
Anxiolytics are medications that help manage anxiety in people with disorders
associated with the Central Nervous System, directly affecting their emotions and
1 Doutorando pela Universidade São Luís. Graduação em Medicina pela Universidade de Passo
Fundo/UPF (1992). Pós Graduação em Anestesiologia pela Santa Casa de Misericórdia de
Curitiba/ISCMC (1998). E-mail: vilnermariquito47@gmail.com
actions, widely used by teenagers. In this scenario, family involvement is essential for
supporting treatment and developing the patient’s self-control. The objective of the
study was to analyze the impacts of excessive use of anxiolytics in adolescents, with
an emphasis on the role of the family in coping with and preventing the abusive use of
these medications. Methodologically, this is a literature study using a qualitative
approach. The data collection instruments consisted of analysis of scientific articles
available on recognized platforms such as Google Scholar. The results indicated that
excessive use of anxiolytics in adolescents is often associated with emotional factors,
social pressures, and lack of adequate family support. It is concluded that the high
consumption of anxiolytics among young people is an alarming issue, which
encompasses not only personal and medical aspects, but also social and family
circumstances, demanding a connected approach of family involvement in supervision
and prevention.
Keywords: Anxiolytics. Adolescents. Excessive use. Family. Control.
1 INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, observou-se um aumento significativo no uso de
medicamentos ansiolíticos entre os jovens, o que tem gerado preocupações quanto
aos impactos desse consumo na saúde mental e física dessa faixa etária. A
adolescência é um período marcado por intensas transformações hormonais,
emocionais e sociais, fatores que podem tornar os indivíduos mais vulneráveis ao
desenvolvimento de transtornos psicológicos. Diante dessas transformações, muitos
adolescentes recorrem ao uso de ansiolíticos, muitas vezes sem o necessário
acompanhamento médico ou sem considerar alternativas terapêuticas adicionais.
Embora os ansiolíticos possam ser benéficos em certos casos clínicos, o seu
uso indiscriminado na adolescência pode levar à dependência, prejudicar a função
cognitiva e intensificar os problemas de ansiedade a longo prazo. Vários estudos
indicam que, além da necessidade de receita médica, existem fatores internos e
externos que contribuem para o consumo excessivo, como pressão acadêmica,
conflitos familiares e a falta de conversas sobre saúde mental. Nesse cenário, a família
tem um papel fundamental, podendo atuar tanto como um apoio que protege quanto
como uma fonte de negligência, afetando diretamente a forma como o jovem enfrenta
suas emoções e busca maneiras de aliviar seu sofrimento.
O objetivo geral deste estudo foi analisar os impactos do uso excessivo de
ansiolíticos em adolescentes, com ênfase no papel da família no enfrentamento e
prevenção do uso abusivo desses medicamentos. Entre os objetivos específicos,
buscou-se identificar os principais fatores que levam os adolescentes ao consumo
excessivo de ansiolíticos; compreender as consequências físicas e emocionais do uso
prolongado; discutir estratégias de atuação familiar na prevenção desse fenômeno.
Metodologicamente, a pesquisa consistiu em uma revisão da literatura, com
abordagem qualitativa, utilizando como instrumento de coleta a análise de artigos
científicos obtidos por meio da plataforma Google Acadêmico, priorizando produções
atualizadas e de reconhecida relevância acadêmica.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 FATORES QUE LEVAM OS ADOLESCENTES AO CONSUMO EXCESSIVO DE
ANSIOLÍTICOS
Muitos adolescentes são diagnosticados com transtornos mentais, como
ansiedade generalizada, síndrome do pânico e depressão, e acabam recebendo
prescrição de ansiolíticos. A ausência de acompanhamento psicoterapêutico
adequado pode induzir ao uso prolongado e abusivo desses medicamentos. De
acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas, 2025), a adolescência é
uma fase crucial para o fortalecimento de hábitos sociais e emocionais que contribuem
para o bem-estar mental. Entre esses hábitos, destacam-se a manutenção de um sono
de qualidade, a prática regular de atividades físicas, o desenvolvimento de estratégias
de enfrentamento, habilidades de resolução de problemas, competências
interpessoais e a capacidade de lidar de forma saudável com as emoções.
Nesse contexto, é importante considera que diversos fatores sociais e
acadêmicas acabam contribuindo ao estresse entre os jovens. As exigências
acadêmicas, a competitividade escolar, as cobranças familiares por desempenho e a
pressão dos grupos sociais geram um nível elevado de estresse nos adolescentes.
Lipp, Arantes, Burity e Witzig (2002), o estresse é uma reação do organismo, com
componentes psicofisiológicos que ocorrem quando o indivíduo se confronta com uma
situação que, de um modo ou de outro, o irrite, amedronte, excite ou confunda, ou
mesmo que o faça imensamente feliz. Como resultado, muitos recorrem aos
ansiolíticos na tentativa de aliviar esses sintomas sem buscar apoio emocional ou
terapêutico.
Além disso, as relações familiares exercem grande influência sobre o equilíbrio
emocional dos adolescentes, como conflitos no ambiente familiar, como divórcios,
ausência de diálogo, violência doméstica, negligência emocional ou falta de apoio
afetivo, contribuem significativamente para o desequilíbrio emocional dos jovens.
Nesse contexto, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas, 2025) destaca que
determinados adolescentes estão mais expostos a riscos relacionados à saúde
mental, em razão de suas condições de vida, do estigma social, da discriminação, da
exclusão ou da ausência de acesso a serviços e apoios adequados. Entre esses
grupos vulneráveis, incluem-se adolescentes que vivem em contextos de fragilidade
ou em meio a crises humanitárias; aqueles com doenças crônicas, transtorno do
espectro autista, deficiência intelectual ou outras condições neurológicas;
adolescentes grávidas, pais adolescentes ou envolvidos em casamentos precoces
e/ou forçados; órfãos; bem como jovens pertencentes a minorias étnicas, sexuais ou
outros grupos sujeitos à discriminação.
Outro fator que deve ser considerado é o modelo social vigente, que favorece
a medicalização de problemas psicológicos. Vivemos em uma sociedade que tende a
medicalizar o sofrimento psíquico, tratando sintomas com remédios em vez de
promover uma abordagem psicossocial e educativa. Isso afeta também os
adolescentes, que, muitas vezes, são medicados antes de tentativas de
acompanhamento psicológico ou terapias alternativas.
Ainda, deve-se destacar a facilidade de acesso aos medicamentos e carência
de controle no consumo. O uso de antidepressivos e ansiolíticos é uma prática clínica
comum no tratamento de transtornos psiquiátricos, como a depressão e os transtornos
de ansiedade, representando uma ferramenta importante na melhoria da qualidade de
vida de milhões de pessoas (Neri; Teston; Araújo, 2020). Sendo assim, o uso de
ansiolíticos pode ocorrer sem prescrição adequada, por meio do compartilhamento de
medicamentos entre familiares ou da automedicação. A falta de fiscalização e a
banalização do uso desses remédios contribuem para que muitos adolescentes usem
essas substâncias sem consciência dos riscos.
Muitos jovens buscam na internet informações sobre como lidar com seus
problemas emocionais e acabam encontrando relatos romantizados ou distorcidos
sobre o ansiolíticos. Para Neri, Teston e Araújo (2020), o crescente reconhecimento
da importância dos aspectos psicológicos na saúde global tem contribuído para o
aumento da prescrição desses medicamentos. No entanto, essa prática não está
isenta de questionamentos e controvérsias. Diante disso, torna-se essencial
compreender tanto os benefícios quanto os riscos associados ao uso de
antidepressivos e ansiolíticos, considerando suas implicações clínicas. A exposição
constante a conteúdos que normalizam ou até incentivam o consumo dessas
substâncias pode exercer influência negativa sobre os comportamentos dos
adolescentes, favorecendo o uso indiscriminado e sem acompanhamento profissional
adequado.
2.2 CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS E EMOCIONAIS DO USO PROLONGADO
ANSIOLÍTICOS
A utilização prolongada de ansiolíticos por adolescentes pode provocar uma
série de consequências tanto físicas quanto emocionais, comprometendo o
desenvolvimento saudável desse grupo etário. Apesar de serem prescritos com a
finalidade de aliviar sintomas relacionados à ansiedade e outros transtornos mentais,
esses medicamentos, quando utilizados de forma contínua e sem o devido
acompanhamento, apresentam riscos significativos à saúde.
O uso de antidepressivos e ansiolíticos é uma preocupação crescente na
sociedade atual. Esses medicamentos são prescritos para tratar condições como
depressão, ansiedade e transtornos do humor. No entanto, quando utilizados de forma
inadequada ou em excesso, podem trazer sérios riscos à saúde física e mental dos
indivíduos (Hutton et al., 2023).
De acordo com Cybulski e seus colaboradores (2022) uma das principais
preocupações relacionadas ao uso abusivo desses medicamentos é o
desenvolvimento de dependência. Uma grande parte da população acaba se tornando
dependente dos efeitos calmantes e relaxantes dessas substâncias, o que culmina na
busca constante da sensação de alívio que elas proporcionam. Essa dependência
pode levar a um ciclo vicioso de aumento da dose e busca por doses cada vez maiores
para obter o mesmo efeito.
Do ponto de vista físico, uma das principais preocupações é o desenvolvimento
da dependência química, especialmente no caso de ansiolíticos da classe dos
benzodiazepínicos, pois os ansiolíticos da classe benzodiazepínicos atuam como
calmantes e são consumidos por pacientes que sofrem com distúrbios de ansiedade
e insônia. Essas substâncias afetam o receptor Gaba, um neurotransmissor que
suprime a atividade neural, gerando um efeito calmante.
Os ansiolíticos benzodiazepínicos, BDZ, alcançaram grande popularidade entre
os membros da classe médica e na população nas décadas de 1970 e 1980, uma vez
que demonstraram tamanha eficácia no combate da ansiedade, insônia, agressividade
e convulsões, dentre outras ações, com menos efeitos depressores sobre o SNC
(Kapczinski et al, 2001).
Com o uso prolongado, o organismo tende a desenvolver tolerância, o que leva
à necessidade de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, favorecendo o
ciclo de uso abusivo. Entre os efeitos adversos físicos mais recorrentes estão a
sonolência excessiva, fadiga crônica, tonturas, alterações no apetite, problemas
gastrointestinais e redução da coordenação motora, o que pode comprometer o
desempenho escolar, a prática de atividades físicas e as relações sociais.
Além disso, o uso contínuo desses medicamentos pode afetar negativamente o
sistema nervoso central, resultando em dificuldades de concentração, lapsos de
memória e prejuízos cognitivos, especialmente preocupantes durante a adolescência,
fase crítica para o amadurecimento neurológico e emocional. Conforme afirmam
Orlandi e Noto (2005), a administração contínua de altos níveis de benzodiazepínicos
ao longo de períodos extensos pode resultar na criação de tolerância, além de
sintomas de abstinência e dependência, especialmente quando são utilizadas doses
elevadas de benzodiazepínicos potentes e de curta meia-vida.
Um fator relevante a ser levado em conta é que o consumo de
benzodiazepínicos pode ocorrer em resposta a eventos da vida, como uma perda ou
outro tipo de dor emocional. Contudo, essa relevância pode diminuir com o uso
prolongado do remédio. Frequentemente, os usuários também recorrem a várias
estratégias para utilizar esses medicamentos de forma inadequada.
Atuar com indivíduos que possuem transtornos mentais exige a superação
de preconceitos pessoais, uma vez que a percepção comum associada a
doentes mentais remete a instituições psiquiátricas, violência e temor. Essa
concepção é profundamente enraizada na educação e é desafiadora de ser
eliminada. Contudo, para que o profissional de saúde possa cumprir seu
papel e demonstrar o comprometimento necessário na sua área, é essencial
que ele desenvolva uma certa capacidade de desapego, permitindo-lhe
trabalhar de maneira efetiva em benefício desses pacientes e de suas
famílias (Ribeiro et al., 2010, p.381).
É fundamental promover ativamente nas políticas de expansão, elaboração e
avaliação da atenção básica a incorporação de diretrizes que considerem a dimensão
subjetiva dos usuários e as questões relacionadas à saúde mental. Dessa forma,
torna-se evidente que o uso de ansiolíticos por adolescentes deve ser cuidadosamente
avaliado por profissionais de saúde e acompanhado por uma rede de apoio que inclua
a família, a escola, e o serviços de saúde mental. A medicalização deve ser vista como
parte de uma abordagem multidisciplinar, e não como solução isolada para os conflitos
emocionais vivenciados nessa etapa da vida.
2.3 ESTRATÉGIAS DE ATUAÇÃO FAMILIAR NA PREVENÇÃO AO USO
EXCESSIVO DE ANSIOLÍTICOS
A família ocupa um lugar central na formação emocional e comportamental
dos adolescentes. Diante do aumento do uso indevido de ansiolíticos nessa fase da
vida, torna-se essencial que os responsáveis adotem estratégias eficazes para
prevenir o uso abusivo desses medicamentos. Para Souza, Opaleye e Noto (2013,
p. 05) o ato de cuidar da saúde de alguém é mais que construir um objeto e intervir
sobre ele “para cuidar há que se considerar e construir projetos; há que se sustentar,
ao longo do tempo, uma relação entre a matéria e o espírito, o corpo e a mente”.
A comunicação honesta e constante entre pais e filhos é um dos pilares da
prevenção. Quando o adolescente se sente ouvido e acolhido, há maior probabilidade
de compartilhar suas angústias e dúvidas, o que reduz a busca por alívio imediato em
medicamentos. A escuta empática é mais eficaz do que a crítica ou a imposição de
regras rígidas. Maldonado (2008) afirma que para manter um bom relacionamento e
uma comunicação eficaz entre pais e filhos deve-se considerar a complexidade da
vida atual.
É fundamental que os pais se informem e orientem os filhos sobre os riscos do
uso indiscriminado de ansiolíticos, explicando que esses medicamentos devem ser
utilizados apenas sob prescrição médica e em situações específicas. A desmistificação
da medicação como solução fácil é um passo importante.
Schenker e Minayo (2003) descrevem a adolescência como uma etapa repleta
de complexidade, caracterizada por várias transformações significativas que
impactam o indivíduo em diferentes áreas. Além disso, é nesse período que muitos
jovens buscam vivenciar novas situações e experiências, levando, por vezes, ao uso
de substâncias psicoativas como uma forma de fuga (Vasters; Pillon, 2011).
Estímulo à prática de esportes, alimentação equilibrada, sono adequado e
atividades de lazer contribui para o equilíbrio emocional e físico do adolescente. Uma
rotina organizada ajuda a reduzir os níveis de estresse e ansiedade, diminuindo a
necessidade percebida de uso de ansiolíticos. Quando os pais percebem sinais de
sofrimento emocional persistente, é essencial buscar ajuda de psicólogos, psiquiatras
ou orientadores escolares. A presença marcante dos pais na rede de relacionamentos
do jovem pode fazer com que as abordagens parentais adotadas atuem como um
elemento de vulnerabilidade ou de defesa (Cox et al., 2017).
A participação dos pais na educação e nas interações sociais dos filhos
desempenha um papel crucial na detecção antecipada de comportamentos de risco,
além de criar um ambiente acolhedor e seguro. As formas mais eficazes de os pais
impactarem a decisão dos filhos de evitarem substâncias são por meio do
acompanhamento de onde estão e o que fazem, da definição de expectativas de
conduta e da comunicação de valores e normas (Cox et al., 2017).
Adolescentes aprendem mais pelos exemplos do que pelos discursos. Pais que
utilizam medicamentos de forma inadequada, automedicam-se ou banalizam o uso de
psicotrópicos, tendem a reforçar esse comportamento nos filhos. Por isso, é
fundamental que a família atue com responsabilidade e coerência.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esta revisão da literatura revelou que o consumo excessivo de ansiolíticos entre
adolescentes representa uma questão de saúde pública que requer uma abordagem
multidisciplinar e estratégias de prevenção. Apesar de esses medicamentos
proporcionarem um alívio momentâneo dos sintomas de ansiedade, seu uso contínuo,
especialmente sem supervisão adequada, pode trazer graves repercussões físicas,
emocionais e sociais, prejudicando o desenvolvimento biopsicossocial dos jovens.
A avaliação dos trabalhos escolhidos revelou que vários elementos influenciam
essa realidade, incluindo as pressões do ambiente escolar e social, os conflitos dentro
da família, a rápida medicalização de sintomas emocionais e a facilidade de acesso a
medicamentos. As consequências mais comuns incluem dependência de substâncias,
sedação excessiva, danos cognitivos e mudanças no comportamento, que afetam a
autonomia emocional e o bem-estar dos jovens.
Nesse cenário, a família desempenha um papel crucial na prevenção e no
combate ao uso excessivo de ansiolíticos. Abordagens como incentivar a
comunicação, desenvolver laços afetivos, monitorar o desempenho escolar, educar
sobre saúde mental e procurar assistência profissional são essenciais para
proporcionar apoio emocional e fomentar alternativas saudáveis para enfrentar os
desafios enfrentados pelos jovens.
Assim, pode-se afirmar que a promoção da prevenção contra o abuso de
ansiolíticos entre jovens requer não só intervenções na área da saúde, mas,
principalmente, o fortalecimento do suporte familiar. É aconselhável que investigações
futuras explorem mais a fundo a conexão entre dinâmicas familiares e saúde mental,
bem como expandam a discussão em torno de políticas públicas que incentivem o uso
responsável de medicamentos psicotrópicos durante a adolescência.
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#1 on 2025-jul-05 sáb 07:56+-10800


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muito bom