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UMA ABORDAGEM À LUZ DA PERCEPÇÃO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA NO COTIDIANO ESCOLAR PELOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DA REGIÃO DE ANDRADINA, INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO.

por Moises da Silva
abordagem a luz

UMA ABORDAGEM À LUZ DA PERCEPÇÃO DA AQUISIÇÃO DA LEITURA NO COTIDIANO ESCOLAR PELOS PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DAS ESCOLAS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DA REGIÃO DE ANDRADINA, INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Moisés da Silva *
Marcio Kalikrates Stanojev Pereira *

RESUMO- Objetivou-se com o trabalho diagnosticar o conhecimento dos professores de Língua Portuguesa em relação à aquisição da leitura no cotidiano escolar nas escolas da rede pública estadual da Região de Andradina que abarca 11 municípios: Andradina, Castilho, Murutinga do Sul, Nova Independência, Guaraçaí, Mirandópolis, Lavínia, Itapura, Ilha Solteira, Pereira Barreto e Sud Menucci. Para tanto, a metodologia adotada no presente trabalho baseou-se a princípio em uma pesquisa de campo por meio de uma questionário contendo 14 perguntas concernentes às situações do universo de aquisição de leitura. O questionário foi feito no Google Form e enviado por WhatsApp aos 33 professores de Língua Portuguesa tanto do Ensino Fundamental II quanto do Ensino Médio. A pesquisa se deu entre os dias 23/03 a 04/04 de 2021 para obtenção dos resultados que foram tabulados, interpretados e descritos em consonância com as transcrições das entrevistas

PALAVRAS-CHAVE: Leitura. Ensino. Estratégias.

AN APPROACH IN THE LIGHT OF THE PERCEPTION OF READING ACQUISITION IN SCHOOL DAILY BY PORTUGUESE LANGUAGE TEACHERS IN THE STATE PUBLIC NETWORK SCHOOLS IN THE ANDRADINA REGION, INNER STATE OF SÃO PAULO

Moisés da Silva *
Marcio Kalikrates Stanojev Pereira *

ABSTRACT- The objective of this work was to diagnose the knowledge of Portuguese Language teachers in relation to the acquisition of reading in the school routine in state public schools in the Region of Andradina, which covers 11 municipalities: Andradina, Castilho, Murutinga do Sul, Nova Independência , Guaraçaí, Mirandópolis, Lavinia, Itapura, Ilha Solteira, Pereira Barreto and Sud Menucci. Therefore, the methodology adopted in the present work was based at first on a field research through a questionnaire containing 14 questions concerning situations in the universe of reading acquisition. The questionnaire was made in Google Form and sent by WhatsApp to 33 Portuguese Language teachers from both Elementary School II and High School. The research took place between 03/23 to 04/04, 2021 to obtain the results that were tabulated, interpreted and described in line with the transcripts of the interviews

KEYWORDS: Reading. Teaching. Strategies.

1 INTRODUÇÃO
Sabe-se que o ato de ler auxilia o estudante tanto na contextualização daquilo que se está lendo assim como na aquisição de habilidades em relacioná-la à sua própria vida, ao contexto social no qual está inserido, vinculando, desta forma, à realidade vivida.
Também se sabe que a leitura é uma atividade imprescindível ao estudante e que é desenvolvida na escola por mais que seja complexa de ser adquirida porquanto ninguém nasce leitor, já que o processo de aquisição da linguagem escrita, que auxiliará no processo aquisitivo da leitura, compreende três momentos essenciais: a decodificação, a compreensão e a aplicação. Portanto, a aquisição da leitura e da escrita ocorre de forma gradativa assim que os futuros leitores entram em contato com os sinais gráficos no momento em que dão início ao seu processo de escolarização. Isso representa um ponto importante no desenvolvimento social e cultural do estudante.
Ressalte-se ainda que é imprescindível que esse desenvolvimento ocorra por intermédio do professor de Língua Portuguesa ou de alguém que cumpra essa função ao se trabalhar a leitura o que não impede que alguns leitores experimentem insucessos na aquisição sistemática da leitura e da escrita, a qual é determinada por diversos e diferentes fatores que podem ser de ordem social, escolar, familiar, biológica, psicológica etc.
Sendo assim, com o intuito de se buscar o objetivo da apreensão dessas dificuldades, o presente artigo procura refletir sobre os obstáculos ou dificuldades existentes nas unidades escolares, assim como, compreender as razões que influenciam a sua existência.
Destaca-se também que o domínio do ato de ler e de escrever é essencial para que ocorra a participação social e efetiva, porquanto é por meio da leitura que o ser humano se comunica, tem acesso á informação, expressa sua opinião, defende suas teses, expõe sua visão de mundo e produz conhecimentos. Então, nota-se que é laborioso esse processo de aquisição da leitura e da escrita, porquanto exige uma multiplicidade de métodos e práticas eficazes possibilitando despertar o sujeito-leitor à construção do hábito de ler.
Assim, saber ler com competência dá ao leitor acesso a direitos individuais e coletivos,, superação das vulnerabilidades sociais, e condição para o exercício pleno da cidadania, consoante profere a Política Nacional de Alfabetização, de acordo com o Decreto No 9.765, de 11 de abril de 2019.
Considerando que a leitura é um dos meios linguísticos mais imprescindíveis para a construção de novas aprendizagens, porquanto fortalece ideias e ações, as quais permitem ampliar e adquirir novos conhecimentos, auxiliando a ascensão social de quem lê.
De acordo com os referenciais Curriculares Nacionais – PCN, Brasil (2001, p.53) a leitura é considerada como:
[…] um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto […] uma atividade que implica necessariamente, compreensão nas quais os sentidos começam a ser construídos antes da leitura propriamente dita.

A psicolinguística e o processo de aquisição da leitura
Considerando a concepção psicolinguística de aquisição da leitura, dois fatos surgem como imprescindíveis durante esse processo, tais como a cognição e a linguagem; da mesma forma a aquisição da leitura é caracterizada como uma etapa muito complexa, contrapondo a ideia de que as aquisições das habilidades leitoras costumam ocorrer apenas pela decodificação e codificação das letras. A fim de que aconteça a compreensão de um léxico, oração, período, parágrafo ou texto, percebe-se que implica um longo processo cognitivo, partindo da apreensão de sentido o qual engloba a decodificação além do reconhecimento dos diversos símbolos gráficos que compõem a estrutura textual.
Considera-se essa etapa a de percepção, a qual é uma operação individual do processo de aquisição de leitura, porquanto depende apenas do próprio leitor. Na sequência do processo, ocorre o processamento das informações, momento em que o cérebro computa todas essas informações presentes na página ou em outro local no qual estejam todos os símbolos gráficos impressos. Depois o cérebro retoma essas informações, que agora fazem parte da bagagem histórica e sociocultural do leitor, já que nenhum leitor ao começar o processo aquisitório de leitura encontra-se neutro, porquanto todos os seus conhecimentos e vivências diversas e diversificadas lhes dão sentido a todos os excertos de leitura, sendo isso uma ação cognitiva.
Sabe-se que os mais variados contextos envolvidos no ato da leitura são de natureza social, porque as operações executadas acontecem além do leitor e englobam diversos fatos externos a ele. Convém salientar que Kato (2007) Kleiman (1989;2002) Smith (1989) e Leffa (1996) argumentam em defesa do modelo de aquisição da leitura em que os procedimentos executados pela mente são considerados cognitivos e metacognitivos. Os cognitivos são exercidos de maneira inconsciente, isto é, não há nenhum controle sobre eles, porquanto são executados como se fossem automáticos. Por outro lado os procedimentos metacognitivos da leitura são executados de maneira consciente, uma vez que eles ocorrem no momento em que o leitor planeja o seu ato de leitura, fazendo paradas, análises de seu próprio processo e avaliação positiva ou negativa, à medida que ele percebe que algo necessita de ser alterado, ele cambia as estratégias de leitura para que sua aprendizagem aconteça. , ele muda as estratégias. Assim todas as ações procedimentais as quais estejam relacionadas com os fatores linguísticos, solidificam a leitura como uma ação interativa entre o autor e o leitor.
Para tanto o leitor, independente de sua faixa etária, recorre aos conhecimentos por ele adquiridos anteriormente, a fim de fazer associações ao conhecimento novo descoberto. Diz-se que o leitor faz uso da consciência fonológica, lexical e ao emprego da língua para que todo o processamento mental ocorra durante o momento da leitura. Com isso, diante do que se chamam de aspectos linguísticos, possibilitam-se a compreensão e a aprendizagem e o desenvolvendo a leitura.
Morais coloca que:
O processo cognitivo constituído no ato de ler envolve conhecimentos e saberes, capacidades e atitudes, que implicam necessariamente saber decodificar palavras e textos escritos e saber ler reconhecendo globalmente as palavras. Deve ficar claro, no entanto, que mesmo havendo essas estratégias cognitivas, elas se complementam, são constitutivas do ato de ler. (MORAIS, 2013, P.86)

Baseado nos conceitos supracitados, foi feita uma pesquisa entre os professores de Língua Portuguesa das escolas da rede pública estadual dos 11 municípios que compõem a região de Andradina, interior do Estado de São Paulo entre os dias 23 de março e 04 de abril de 2021 como diagnose sobre o olhar dos professores em relação à aprendizagem e à aquisição de leitura pelos seus alunos. Foi-lhes enviado um questionário online contendo 14 questões concernentes à aquisição de leitura. O resultado obtido, expresso em gráficos a seguir, de acordo com as questões e análise das mesmas.
Considerando as declarações dos professores sobre os seus alunos quanto ao processo de aquisição de leitura, infere-se a partir da análise dos gráficos que é necessário romper paradigmas sociais e educacionais que atribuem ao estudante leitor todas as mazelas que dificultam o desempenho de seu processo de leitura. Urge-se fazer do processo da leitura uma momento mágico das palavras para que o leitor passe a ter afinidade com o texto, uma vez que pela leitura também aprofundamos os conhecimentos, aumentamos o vocabulário e, por último, comunicamos nossas ideias de forma clara.
Martins (2003, p. 25) argumenta que
“a leitura seria a ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do indivíduo”.
Gráfico 1.

Dos 33 entrevistados, 72,7 % deles, declararam que seus alunos apresentam falta de paciência durante o ato da leitura.

Gráfico 2.

Dos 33 professores entrevistados, 27,3 % deles, afirmaram que seus alunos apresentam dificuldades de leitura, por isso leem tudo muito devagar.

Gráfico 3.

Dos 33 professores entrevistados, 90,9 % deles, reportaram que seus alunos apresentam dificuldades no processo de leitura por causa da falta de concentração motivada por problemas do cotidiano da vida deles.
Gráfico 4.

Dos 33 professores entrevistados, 81,8 % declararam que seus alunos apresentam falta de compreensão sobre o que está lendo.

Gráfico 5.

Dos 33 professores entrevistados, 54,5% disseram que seus alunos apresentam dificuldades demonstrar resistência em fazer leitura oral em voz alta.
Gráfico 6.

Dos 33 professores entrevistados, 90,9 % declararam que seus alunos apresentam dificuldades em colocar entonação adequada pertinente ao gênero, durante o ato de leitura. .

Gráfico 7,

Dos 33 professores entrevistados, 45,5% afirmaram que seus alunos apresentam interesse em ler romances.

Gráfico 8.

Dos 33 professores entrevistados, 91,8 % afirmaram que seus alunos apresentam mais interesse em ouvir uma história a lê-la.
Gráfico 9.

Dos 33 professores entrevistados, 90,9 % deles, afirmaram que seus alunos apresentam dificuldades recontação de história já que têm dificuldade de entender o que se lê, ou pela linguagem ou pela inibição em se expor.
Gráfico 10.

Dos 33 professores entrevistados, 81,8 % deles, afirmaram que seus alunos apresentam facilidade em ler textos sincréticos, já que as imagens ajudam muito na interpretação do tema.
Gráfico 11.

Dos 33 professores entrevistados, 90,9 % deles, afirmaram que seus alunos apresentam dificuldades em achar um local adequado e estipular um horário para desenvolver o hábito de leitura, por causa das intempéries do próprio lar.
Gráfico 12.

Dos 33 professores entrevistados, 90,9 % deles declararam que seus alunos apresentam dificuldades na compreensão de temática de muitos textos por causa da linguagem apresentada.
Gráfico 13.

Dos 33 professores entrevistados, 81,8 % deles, afirmaram que seus alunos apresentam dificuldades em responder com as próprias palavras a um questionário sobre o que se leu.
Gráfico 14.

Dos 33 professores entrevistados, 81,8 deles, afirmaram que seus alunos apresentam dificuldades resumir um romance ou a fazer uma resenha dele.

Dificuldades no processo de aquisição da leitura
Consoante Lajolo e Zilberman(1999, p.14), ser leitor, papel que, enquanto pessoa física, exercemos é função social, para a qual se canalizam ações individuais, esforços coletivos e necessidades econômicas. Portanto, cabe ao professor promover um processo de leitura adequado com várias estratégias para aquisição da mesma por parte de seus discentes, já que a escola deve ter um papel primordial de incentivo à leitura, fazendo com que os alunos valorizem o ato de ler, não só como forma de adquirir conhecimento, mas pela magia de ler, entrar em contato com diversos mundos, conhecer diversas realidades e compreender o desenrolar dos acontecimentos.
Sabe-se que os trabalhos no âmbito da leitura, no Brasil, começaram a se desenvolver a partir da década de 1970 e atualmente são inúmeros os trabalhos de investigação e discussão sobre sua teoria e metodologia no processo educacional. Embora haja muitas discussões sobre a aquisição de leitura, nota-se que a escola continua ensinando a leitura como um simples ato de decodificar e reproduzir textos, visto que a leitura, consoante SOLÉ (1998, p. 22),
“[…]é um processo de interação entre leitor e texto; neste processo, tenta-se satisfazer os objetivos que guiam sua leitura”.
MARTINS (2003, p. 23) argumenta que
“muitos educadores não conseguiram superar a prática formalista e mecânica, enquanto para a maioria dos educandos aprender a ler se resume à decoreba de signos linguísticos”.

Em contra partida, sabe-se que, para que a leitura apresente resultados satisfatórios e proveitosos para a formação integral do indivíduo, faz-se necessário que o leitor leve em consideração alguns quesitos durante o ato de ler, tais como, atenção, intenção, reflexão, espírito crítico, análise e síntese, para assim melhor compreender o que está lendo e os múltiplos significados da leitura.
Desta forma cabe ao professor, no contexto educacional, proporcionar aos discentes estratégias de leitura que possam desenvolver os pré-requisitos básicos para a concepção da leitura a fim de torná-los mais experientes em todo o processo aquisitivo da leitura que é amplo e inifinito. Para tanto, .Martins (2003, p. 25) afirma que
“A leitura seria a ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do indivíduo”.
Como a família pode cooperar no ato de leitura.
Consoante Bamberger (1995, p. 71),
“A prontidão para a leitura é determinada, em grande parte, pela atmosfera literária e linguística reinante na casa da criança”.
Por conseguinte, percebe-se que a família é primordial durante o processo de aquisição de leitura haja vista que ela propicia ao aprendente o bem-estar, o equilíbrio emocional, o sustentáculo para que esse aprendente se sinta confiante e confortável, tenha contato com livros dos mais variados gêneros, durante esse longo processo de aquisição da leitura que é de forma abstrata.
Segundo Perez (1993, p. 92),
“a criança, desde muito pequena, demonstra um interesse especial pelo ouvir e pelo contar histórias. A história faz parte do seu universo simbólico. Através da história, ela identifica modelos e papéis que a auxiliam em sua relação com o mundo”.
Assim, tanto a família quanto os professores que trabalham com formação de leitores, necessitam de um repertório de histórias que os encante para que por meio dessas histórias esses discentes desenvolvam o hábito de ler que lhes servirá como alicerce não só no mundo acadêmico como também profissional.
Bamberger (1995, p. 72) dá alguns conselhos aos pais com relação ao desenvolvimento da leitura no ambiente familiar.
a. Contar histórias e ler em voz alta para os filhos com a maior frequência possível.
b. Organizar uma biblioteca pessoal para o filho, apropriada à idade, aos seus desejos, às suas necessidades e à fase de desenvolvimento em que ele se encontre.
c. Instruir os filhos para gastarem parte do seu dinheiro miúdo em livros.
d. Zelar para que se reserve algum tempo para a leitura no maior número de noites possível, no qual cada membro da família lerá o seu próprio livro.
e. Participar da leitura dos filhos, isto é, conversar sobre o que eles estão lendo.
f. Ajudar os filhos a reconhecerem que podem aplicar e usar o que leem; que os livros dão segurança, luz e beleza à vida.

Figura 1 Representação cerebral – Como funciona o cérebro durante a leitura.

Ilustração: https://www.docsity.com/pt/funcionamento-do-cerebro-durante-a-leitura/4948236/

Na imagem vemos a Região Inferior Frontal é responsável pela articulação dos fonemas, pela linguagem oral e análise dos fononemas. O Occipital-Temporal é responsável pela leitura automática, ortografia, pronúncia e significado das palavras. A Região Parietal Temporal é a responsável pela análise das palavras, forma das letras, grafofonêmica, segmentação e fusão.
Conforme Cecato (2009) as dificuldades envolvendo o hemisfério cerebral direito exigem o uso de atividades tais como gráficos e treinos de orientação espacial ao passo que o hemisfério cerebral esquerdo exige o envolvimento de atividades como reforço verbal.
Para tanto faz-se necessário que todos na escola estejam envolvidos no processo educativo dando atenção a dificuldades de leitura que possam surgir em sala de aula, durante as resoluções dos mais variados tipos de exercícios, observando se são dificuldades transitórias ou se incidem por mais tempo.
De acordo com Fragoso Neto (2007), as dificuldades são divididas em duas categorias: primária e secundária. As consideradas primárias são as que originam de elementos psiconeurológicos, como os transtornos de leitura, da matemática, da expressão escrita tal como transtorno da linguagem falada. As consideradas secundárias se originam de uma alteração biológica específica do aluno.
Por outro lado, enquanto alterações neurológicas, citam-se as lesões cerebrais, paralisia cerebral, epilepsia e deficiência mental, pois envolvem os sistemas sensoriais, por meio da deficiência auditiva, deficiência visual e outras.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É sabido de todos que a leitura é uma atividade que exige do leitor, seja ele proficiente ou não, habilidades de ler e compreender o que se lê e que é por meio da leitura que o conhecimento intelectual é adquirido.
De acordo com Cagliari (1997, p. 148),

“a leitura é a extensão da escola na vida das pessoas. A maioria do que se deve aprender na vida terá de ser conseguido através da leitura fora da escola. A leitura é uma herança maior do que qualquer diploma”.

As mais diversas aprendizagens proporcionadas a todos pelo questionário da pesquisa de campo nos mostra novos caminhos que ainda serão percorridos pela continuidade desse trabalho o que serve para elucidar que nada está acabado, mas sempre com novos olhares, novos caminhos, por meio da práxis: ação-reflexão-ação, a fim de todos os sujeitos redimensionem o seu processo de aquisição da leitura. porquanto a aprendizagem pelos alunos se dá de forma linear e temporal num ambiente preenchido por turmas heterogêneas que fazem a riqueza do universo educacional.
Espera-se que o professor esteja apto a aprender, a buscar novas metodologias e atento ao processo de aprendizagem de seus alunos, principalmente quando esse aluno demonstra pouca motivação para ler, revelando uma imagem negativa dele mesmo e uma baixa autoestima, porque sempre apresentam características típicas quanto a suas dificuldades durante a realização das atividades de leitura de textos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental expressam que

Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê, que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização. (1998, p. 54)

Assim, percebe-se que visando à formação de leitores competentes, necessita-se de que os docentes abordem a leitura de forma dinâmica e multidimensional por meio de um ensino de leitura com perspectiva de se formarem sujeitos leitores críticos, isto é, aquele que compreendem o que leem e façam da leitura um processo de argumentação fundada em conhecimento adquirido.

REFERÊNCIAS
BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito de leitura. 7. ed. São Paulo: Ática, 2000

BRASIL, Ministério da Educação Referencial Curricular Nacional. Vol. 2. Brasília: MEC, 2001

CAGLIARI, Luiz C. Alfabetização e linguística. 10. ed. São Paulo: Scipione, 1997.

CECATO, Angela Maria Traldi. Discalculia: transtorno específico da habilidade em matemática . 2009. Disponivel em . Acessso em: 20 junho 2020.

FRAGOSO NETO, Alfredo Francisco. Discalculia. 2007. Disponível em: . Acesso 30 em: 4 julho. 2020.

MORAIS, Francineide. Psicolinguística Licenciatura em Letras – Português. Campina Grande: EDUEPB, 2013.

PEREZ, Carmem Lúcia Vidal. Com lápis de cor e varinha de condão… Um processo de aprendizagem da leitura e da escrita. In: GARCIA, Regina Leite (Org.). Revisitando a pré escola. São Paulo: Cortez. 1993.

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Trad. Cláudia Schilling. 6. ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998

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#1 on 2022-ago-19 sex  08:37+-10800

Autor

  • Moises da Silva

    Moisés da Silva, natural de Murutinga do Sul, Estado de São Paulo, nascido em 12 de setembro de 1969 e residente em Andradina, SP. É graduado em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa, de Andradina. Docente em Língua Portuguesa e em Língua Inglesa com cadeira efetiva na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina. É graduado em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos e leciona Língua Espanhola, Gramática e Análise Linguística no Colégio Stella Maris – Sistema Anglo – em Andradina. É graduado em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Urubupungá de Pereira Barreto, SP. É especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, câmpus de Três Lagoas; é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Alfabetização e Letramento pelas Faculdades Integradas Urubupungá, de Pereira Barreto, SP; é especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Neuroeducação:neurociência e educação e Supervisão Escolar pelas Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, SP e é mestrando em Ciência da Educação pela Emil Bruner World University.

Moises da Silva
Author: MOISÉS DA SILVAMoisés da Silva, natural de Murutinga do Sul, Estado de São Paulo, nascido em 12 de setembro de 1969 e residente em Andradina, SP. É graduado em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa, de Andradina. Docente em Língua Portuguesa e em Língua Inglesa com cadeira efetiva na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina. É graduado em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos e leciona Língua Espanhola, Gramática e Análise Linguística no Colégio Stella Maris – Sistema Anglo – em Andradina. É graduado em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Urubupungá de Pereira Barreto, SP. É especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, câmpus de Três Lagoas; é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Alfabetização e Letramento pelas Faculdades Integradas Urubupungá, de Pereira Barreto, SP; é especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Neuroeducação:neurociência e educação e Supervisão Escolar pelas Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, SP e é mestrando em Ciência da Educação pela Emil Bruner World University.

Moises da Silva

Moisés da Silva, natural de Murutinga do Sul, Estado de São Paulo, nascido em 12 de setembro de 1969 e residente em Andradina, SP. É graduado em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa, de Andradina. Docente em Língua Portuguesa e em Língua Inglesa com cadeira efetiva na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina. É graduado em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos e leciona Língua Espanhola, Gramática e Análise Linguística no Colégio Stella Maris – Sistema Anglo – em Andradina. É graduado em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Urubupungá de Pereira Barreto, SP. É especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, câmpus de Três Lagoas; é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Alfabetização e Letramento pelas Faculdades Integradas Urubupungá, de Pereira Barreto, SP; é especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Neuroeducação:neurociência e educação e Supervisão Escolar pelas Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, SP e é mestrando em Ciência da Educação pela Emil Bruner World University.

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