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O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E AS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO NA ESCOLA ESTADUAL DR. AUGUSTO MARIANI, ANDRADINA, SP

por Moises da Silva
Atendimento Educacional

O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E AS PRÁTICAS EDUCATIVAS NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO NA ESCOLA ESTADUAL DR. AUGUSTO MARIANI, ANDRADINA, SP
Moisés da Silva *
Marcio Kalikrates Stanojev Pereira *

RESUMO – O presente trabalho intenciona compartilhar saberes e gerar discussão à questão do Atendimento Educacional Especializado e as práticas educativas na perspectiva da inclusão, na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani, em Andradina, interior do Estado de São Paulo. Objetiva-se fornecer informações aos docentes a respeito da Sala de Recursos Multifuncionais bem como as ações pertinentes ao professor responsável pelo Atendimento Educacional Especializado com a finalidade de auxiliá-los em suas práticas pedagógicas propiciando a Inclusão. Este trabalho tem por base estudos de Prado (2001) que explana sobre os ganhos significativos do ponto de vista tanto educacional, quanto afetivo e sociocultural durante a aprendizagem discente. Também há um embasamento na LDB (1996) que garante o acesso de alunos com deficiência no contexto escolar. Para tanto, este trabalho incumbe-se de apresentar uma abordagem teórica a respeito da relevância do atendimento educacional especializado na escola, uma vez que a inclusão dos discentes com deficiência no espaço escolar é um tema atual e requer organização de várias propostas de trabalho, jogo como estratégia de ensino, a utilização do computador como ferramenta de aprendizagem, objetos de aprendizagens, softwares e trabalho com o discente em sala de aula. Sabe-se que o discente com deficiência necessita de ações pedagógicas diferenciadas e, para que isso ocorra, cabe à escola organizar, tanto o espaço físico, quanto os materiais pedagógicos, respeitando sempre as capacidades e habilidades motoras de seus discentes, bem como da necessidade de prezar que o professor exerce uma função de observador das especificidades do discente e agir pautado pela sua experiência e criatividade.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Inclusiva, Lúdico, Ações Pedagógicas, AEE.

SPECIALIZED EDUCATIONAL SERVICE AND EDUCATIONAL PRACTICES IN THE PERSPECTIVE OF INCLUSION IN THE STATE SCHOOL DR. AUGUSTO MARIANI, ANDRADINA, SP

ABSTRACT – The present work intends to share knowledge and generate discussion on the issue of Specialized Educational Assistance and educational practices from the perspective of inclusion, at Escola Estadual Dr. Augusto Mariani, in Andradina, in the interior of the State of São Paulo. The objective is to provide information to teachers about the Multifunctional Resource Room as well as the relevant actions to the teacher responsible for the Specialized Educational Service in order to help them in their pedagogical practices, promoting Inclusion. This work is based on studies by Prado (2001) that explains the significant gains from an educational, affective and sociocultural point of view during student learning. There is also a basis in the LDB (1996) that guarantees access for students with disabilities in the school context. Therefore, this work is responsible for presenting a theoretical approach regarding the relevance of specialized educational assistance at school, since the inclusion of students with disabilities in the school space is a current issue and requires the organization of several work proposals, games as a teaching strategy, the use of the computer as a learning tool, learning objects, software and work with the student in the classroom. It is known that students with disabilities need differentiated pedagogical actions and, for this to occur, it is up to the school to organize both the physical space and the pedagogical materials, always respecting the abilities and motor skills of its students, as well as the need to appreciate that the teacher plays a role of observer of the specificities of the student and to act guided by his experience and creativity.

KEYWORDS: Inclusive Education, Playful, Pedagogical Actions, Specialized Educational Assistanc
1. INTRODUÇÃO

Há tempos vivenciam-se no Brasil políticas públicas a respeito da inclusão escolar, temática muito discutida em todo o mundo. O grande desafio da Educação Especial se dá no desenvolvimento de métodos os quais beneficiem muito os discentes com deficiências variadas sejam elas físicas ou intelectuais.
Esta pesquisa tem a intenção de mostrar aos docentes das salas de aulas regulares a importância de eles conhecerem não somente os equipamentos que a escola disponibiliza como também focar na interação conjunta com a professora do Atendimento Educacional Especializado e Sala de Recursos Multifuncionais, em busca da de um trabalho comprometido e eficaz com as deficiências de cada discente a fim de que ele possam usufruir do acesso às melhores condições de aprendizagem propostas pela unidade escolar.
Convém salientar que as discussões e lutas em defesa da inclusão escolar tem ganhado sustentáculo na sociedade brasileira e tem tido consequências benéficas por meio de políticas públicas educacionais para a inclusão de discentes com necessidades especiais.
Consoante a Constituição Federal de 1988, as pessoas com deficiência têm seus direitos assegurados e o discente com deficiência tem direito ao Atendimento Educacional Especializado. A Constituição Brasileira (1988) nos mostra que é dever do Estado a igualdade e o acesso à educação e ao
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente;
V – acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; (BRASIL, 1988, art. 208, III, V, CF p.118).

Nota-se que muito tempo após o ano 2000, a Educação Especial começa a receber
“tratamento no campo da legislação e política educacional que nos permite afirmar a existência de um movimento na direção de lhe atribuir significado diferenciado dos anos anteriores” (PRIETO, 2010, p. 61).
Ainda que Independente das múltiplas possibilidades de mudanças no cenário educacional, a inclusão dos discentes portadores de necessidades especiais está longe de acontecer em muitas escolas do país tanto por viés de aceitação dos indivíduos, formação dos professores para trabalhar com esses discentes e adequações físicas do espaço escolar para recebe-los.
Considerando minha vivência educacional por cerca de 30 anos de magistério em escolas públicas de Andradina e região, bem como a experiência advinda do meu trabalho docente da rede privada por quase 30 anos também, sinto-me à vontade e com experiência a desenvolver este trabalho, porquanto tenho uma construção de conhecimento sólida mediante uma formação constante e prática com discentes portadores das mais diversas necessidades especiais. Portanto , sentimos a necessidade de levantar informações com a intenção de fazermos uma reflexão sobre o Atendimento Educacional Especializado e as práticas educativas na perspectiva da inclusão escolar objetivando analisar de que modo esses atendimentos se realizam na unidade escolar onde leciono, bem como reconhecer as dificuldades enfrentadas pelos professores durante o processo de inclusão.
Este trabalho é caracterizado em tópicos em relação à temática abordada. O primeiro tópico é uma abordagem a respeito do Atendimento Educacional Especializado, sobre o qual um percurso histórico será feito a fim de elencar o modo como os discentes com deficiência conquistaram seus direitos com o passar dos anos.
O segundo tópico aborda a caracterização do local de estudo e sua localização geográfica. O terceiro tópico enfatiza a caracterização do campo de pesquisa e o resultado dela assim como a caracterização dos discentes especiais a que a escola atende. O quarto tópico apresenta a conclusão de todas as atividades desenvolvidas e elucida como foco inicial uma amostragem aos docentes do objetivo deste trabalho, propondo-lhes ações que possam diminuir a problemática em questão.
2. O QUE É ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO(A.E.E.)?

É sabido de todos que em 2006, foi aprovada a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pela ONU, assegurando um sistema de Educação inclusiva em todos os níveis de ensino o que representa um dos marcos na área. Em 2008, houve a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, e em 2011 lançou-se o decreto7.611, que regulamenta o Atendimento Educacional Especializado (AEE) em salas de recursos multifuncionais (SRM), como uma política atrelada à matrícula do aluno no ensino regular.
É de suma importância salientar que os Estados da Federação assumiram o compromisso legal de criarem diretrizes e princípios os quais nortearão as ações do governo por meio de políticas públicas. Para tanto o Ministério da Educação se incumbiu da criação de políticas de Educação Especial, visando a um ensino inclusivo
É importante saber que os estados brasileiros assumiram o compromisso de criar diretrizes e princípios que nortearão as ações do governo, materializadas na forma de políticas públicas. O Ministério da Educação criou políticas de educação especial, dentre as quais, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no Art.4º (1996, p.2), seguindo o que manda a Constituição Brasileira (1988), visando um ensino inclusivo, pois é dever do Estado dar ao cidadão o acesso à educação escolar pública e a “garantia de Atendimento Educacional Especializado, de forma gratuita aos educandos com necessidades educacionais específicas, preferencialmente na rede regular de ensino”.
“A inclusão escolar tem início na educação infantil, onde se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento e seu desenvolvimento global. Nessa etapa, o lúdico, o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança. Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional especializado se expressa por meio de serviços de intervenção precoce que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social” (BRASIL, 2008, p. 17).

Segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e para a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (2008), o serviço do Atendimento Educacional Especializado (A.E.E.) é para aos discentes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação e poderá ser ofertado em classes, escolas ou serviços especializados, sendo complementar ou suplementar à escolarização dos discentes matriculados em classes comuns de ensino regular.
Consoante a Resolução nº4, o Atendimento Educacional Especializado deve ser
realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios. (BRASIL, 2009, Art.5, p.2).

Convém destacar que o foco principal do Atendimento Educacional Especializado (A.E.E.) é identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade aos discentes portadores de necessidades especiais, a fim de subtrair empecilhos, buscando o pleno envolvimento dos discentes, respeitando suas necessidades específicas. O Atendimento Educacional Especializado trabalha as reais necessidades do discente, respeitando suas necessidades especiais, seu ritmo de aprendizagem, desenvolvendo sua autonomia, facilitando a aquisição de valores, bem como a compreensão de conhecimentos relacionados à sua vida diária por meio de aplicação de situações práticas. Isso fortalece o desenvolvimento de suas potencialidades ao proporcionar-lhe a aquisição de habilidades interpessoais e intrapessoais, levando-o a uma aprendizagem sistêmica, experimental, comportamental e atitudinal. Gradualmente proporciona ao discente avanços e recuos inerentes aos seu próprio ritmo bem como as suas especificidades.
Para tanto, devem ser desenvolvidas atividades diversificadas durante o atendimento educacional especializado, diferenciando-as das que são realizadas em salas de aulas regulares, já que são elaboradas de forma exclusiva para cada especificidade e temporalidade. Esse atendimento educacional especializado elucida programas de enriquecimento curricular, ensino de linguagem e códigos específicos de comunicação, tecnologia assistiva, entre outros.
Portanto o Atendimento Educacional Especializado é
“uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, graus e etapas do percurso escolar e tem como objetivos, entre outros, identificar as necessidades e possibilidades do aluno com deficiência, elaborar planos de atendimento, visando ao acesso e à participação no processo de escolarização em escolas comuns, atender o aluno com deficiências no turno oposto àquele em que ele frequenta a sala comum, produzir e/ou indicar materiais e recursos didáticos que garantam a acessibilidade do aluno com deficiência aos conteúdos curriculares, acompanhar o uso desses recursos em sala de aula, verificando sua funcionalidade, sua aplicabilidade e a necessidade de eventuais ajustes, e orientar as famílias e professores quanto aos recursos utilizados pelo aluno” (SARTORETTO; SARTORETTO. 2010, p 2).

O trabalho do professor do Atendimento Educacional Especializado é propor situações para que o discente interaja e ao mesmo tempo saia de uma posição passiva durante o processo de ensinagem e aprendizagem e tenha uma postura dinâmica de apropriação do saber. Por isso é de suma importância que o docente da sala do Atendimento Educacional Especializado seja dinâmico e criativo, sendo um agente facilitador do processo de ensino-aprendizagem desse discente ao longo do período de escolarização dele, tendo um trabalho pedagógico articulado com a Proposta Pedagógica da Unidade Escolar da qual faz parte.
Para Sartoretto (2010),
“o Atendimento Educacional Especializado deve disponibilizar programas de enriquecimento curricular no caso de altas habilidades, ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e recursos de tecnologia assistiva, dentre outros. Ao longo de todo processo de escolarização, esse atendimento deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum.”

Também deve haver uma articulação entre o Professor do Atendimento Educacional Especializado e os professores dos diversos componentes curriculares da unidade escolar onde o discente estuda a fim de interagirem e serem uníssonos enquanto métodos e teorias que alicerçam suas práticas para o melhor desenvolvimento do discente portador de necessidades educativas especiais. Cabe ao docente do A.E.E. conhecer o que seu discente sabe em função de sua prática experimental de vida diária com essa situação, realizando um trabalho articulado com os demais docentes, buscando sempre a aprendizagem do discente.
No contexto atual, em que a sociedade está em constante transformação, é imprescindível a formação continuada de todos os profissionais da educação a fim de buscar uma melhor qualificação e adquirir novos conhecimentos para mudarem suas práticas em prol de ações correlatas á contemporaneidade. A escola, assim como a sociedade, também se transforma, exigindo de seus profissionais uma constante formação, porquanto essa é condição necessária para aquisição de novas aprendizagens.
É conveniente salientar que todos os profissionais que atuam no ambiente escolar são educadores, necessitando estar envolvidos nesse processo, a fim de melhorarem a sua prática, porquanto
[…] a mudança na escola só se dará quando o trabalho for coletivo, articulado entre todos os atores da comunidade escolar, num exercício individual e grupal de trazer as concepções, compartilhá-las, ler as divergências e as convergências e, mediante esses confrontos, construir o trabalho. (ORSOLON, 2007, p. 21).
3. CARACTERIZAÇÃO DO CAMPO DE PESQUISA ESCOLA ESTADUAL DR. AUGUSTO MARIANI, MUNICIPIO DE ANDRADINA-SP

Imagem 1: Entrada principal da escola Fonte: Acervo Próprio

3.1 – ASPECTOS HISTÓRICOS

A Escola Augusto Mariani nasceu de uma luta, a luta pelo direito à educação, e faz parte da história de muitos indivíduos, todos com algo em comum, um dia foram discípulos na E.E. Dr. Augusto Mariani. E cada um ficou como artífice e construtor de uma história que se iniciou pelos idos de 1964, quando os moradores da chamada “Baixada Preta” e adjacências ansiavam pela construção de uma Escola em seus limites, visto que as crianças e jovens dessas localidades, caso desejassem estudar, tinham que atravessar a cidade para chegar até o Colégio Dr. Álvaro Guião, sem que este pudesse atender a alta demanda.. Por isso iniciou-se um forte movimento popular para a construção de um ginásio nas imediações da “Baixada Preta”. Após vários abaixo-assinados, a antiga periferia obteve uma vitória, a Lei nº 9053, publicada no Diário Oficial de 29/10/1965 garantiu a criação do então “Ginásio Estadual de Andradina – 2ª Unidade”, que só viria iniciar seu funcionamento no dia 31 de março de 1966. A construção da Escola se deu pela união de forças e cooperação de pessoas do povo, que inclusive trabalharam voluntariamente na obra, para que esta se solidificasse mais rápido.
Em 1967, devido à morte inesperada e precoce do ex-prefeito, o estimado político Dr. Augusto Mariani, inspetor federal, doutor em Economia e professor brilhante, por aclamação popular, resolveu-se dar o me honrado desse grande brasileiro à Instituição de Ensino nascente

3.2 IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO

Augusto Mariani Dr. está localizada em Rua Floriano Peixoto, 265, Jardim Alvorada. CEP: 16900-058. Andradina – São Paulo
O telefone da escola é (18) 3722-7528 e o email é [email protected]
A escola estadual possui 661 alunos (segundo dados do Censo Escolar de 2020) em Ensino Fundamental II e Ensino Médio.
Fases de Ensino
Ensino Fundamental II: 418 alunos
Ensino Médio: 289 alunos
Total de Alunos: 707 alunos
A escola funciona em dois turnos: das 6h50 às 12h25 min e das 12h35 às 18h10 min , atendendo a 707 alunos, de diferentes bairros: Jardim Europa, Vila São Joao, Jardim Alvorada, Bairro Passarelli e Conjunto Habitacional Otavio Minholi.
O bairro da Unidade Escolar possui asfalto, rede de esgoto e luz elétrica, atendemos uma diversidade de alunos sendo que alguns são provenientes de diversos Estados do Brasil e de diferentes situações econômicas.
O período da manhã possui 389 alunos distribuídos em 12 turmas, com atendimento do 9º Ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. O período da tarde possui 318 alunos, distribuídos em 10 turmas, do 6º ao 8º Ano do Ensino Fundamental. A Equipe Escolar é composta por um diretor, dois vice-diretores, dois professores coordenadores pedagógico, 38 professores, sendo 1 professores designados em outras instâncias administrativas: Diretoria de Ensino como professores do Núcleo Pedagógico, 02 professores na função de Proatecs, 04 Professores na função de PACs e 9 funcionários sendo 4 na secretaria, 2 administrativos (inspetores) e 1 em outras funções (serviços Gerais), a escola possui serviço de merendeiras terceirizadas e limpeza do Prédio terceirizado.

4. CARACTERIZAÇÕES DOS ALUNOS ESPECIAIS ATENDIDOS PELA ESCOLA
Sabe-se que a diretriz que norteia a Educação Inclusiva é a de que todos os discentes, independentemente de suas condições socioeconômicas, raciais, culturais ou de desenvolvimento, sejam acolhidos nas escolas regulares e participem do processo de ensino-aprendizagem.
É seguindo esse princípio que a Escola Estadual Dr. Augusto Mariani, em Andradina, interior do Estado de São Paulo, procura atender a esse novo discente, visando a proporcionar-lhe um espaço acolhedor, facilitador de sua aprendizagem e sem qualquer tipo de discriminação. Suas ações são voltadas para todos os discentes, trabalhando o respeito à diversidade.
A Escola Estadual Dr. Augusto Mariani tem Atendimento Educacional Especializado (AEE) desde 2019, e possui uma Sala Multifuncional. Por meio do Atendimento Educacional Especializado busca auxiliar a todos os discentes portadores de necessidades educativas especiais em suas dificuldades de aprendizagem.
A escola atende a 23 (vinte e três) discentes inclusos, dentre os quais, 05 (cinco) apresentam Transtorno do Espectro Autista, 02 (dois) com deficiência visual, 01 (um) com deficiência auditiva, 15 (quinze) com deficiência Intelectual.
Os discentes são atendidos duas vezes por semana, sendo uma hora de atendimento individual ou em grupo de acordo com a necessidade de cada discente. Esse atendimento objetiva desenvolver as habilidades cognitivas que envolvem a leitura e escrita, superação das dificuldades motoras e promover a evolução conceitual, a atenção e a socialização na escola e na sociedade.
As atividades apresentadas aos discentes portadores de necessidades educativas especiais são diferenciadas daquelas desenvolvidas nas salas regulares, porquanto o docente elabora um plano de atendimento especial, destinado ao discente que será atendido por ele, usando recursos de baixa e alta tecnologia para que subtrair ou diminuir as barreiras que dificultam a aprendizagem desses discentes.
Os discentes atendidos na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani são preferencialmente discentes residentes nas proximidades da referida escola, que na sua maioria provém de classes sociais menos favorecidas, bem como discentes oriundos de outros bairros periféricos atendidos pela escola.
Para chegar à escola, alguns discentes especiais vèm de transportes motorizados, outros de bicicleta e outros a pé. Algumas famílias auxiliam no transporte, acompanhando os discentes, pois os mesmos também estão inclusos na sala comum e precisam retornar no contra turno para o Atendimento Educacional Especializado-AEE.
A Escola Estadual Dr. Augusto Mariani no seu calendário escolar tem organizado, planejado e implementado várias ações e projetos que são a Brinquedoteca, uma Biblioteca acessível, Reforço Escolar, Informática Educativa, além de manter um calendário com efemérides, palestras, passeios, excursões, gincanas, jogos escolares, concursos, teatros e outros eventos corriqueiros nacionalmente como as campanhas nacionais de consciência (meses em cores), envolvendo todos os discentes da unidade escolar.

4.1.. SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS DA ESCOLA

Imagem 2: Vista parcial da Sala de Recursos Fonte: Acervo Próprio

As instalações sanitárias são divididas em seis, sendo dois banheiros masculinos e dois femininos, ambos adaptados a sua faixa etária e dois banheiros localizados na sala do AEE para cadeirante.

Imagem 3: Banheiro – Fonte: Acervo Próprio

Imagem 4: Cadeira de Rodas – Fonte: Acervo Próprio
5. CONCLUSÃO
O presente trabalho intencionou compartilhar saberes e gerar discussão à questão do Atendimento Educacional Especializado e as práticas educativas na perspectiva da inclusão, na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani, em Andradina, interior do Estado de São Paulo.
De acordo com o trabalho apresentado, observou-se as discussões no contexto educacional a respeito das concepções sobre a Educação Especial, em especial o Atendimento Educacional Especializado e a Sala de Recursos Multifuncionais na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina, interior do Estado de São Paulo.
Em análises de diversas teorias e pareceres legais, acredita-se que todos os movimentos dos direitos humanos pelo mundo afora foram essenciais para alavancar legalmente os direitos dos discentes portadores de necessidades especiais, além de sensibilizar a sociedade no tocante aos direitos subjetivos a todos os discentes independente de suas condições físicas ou intelectuais.
Esse trabalho objetivou fornecer informações aos docentes a respeito da Sala de Recursos Multifuncionais bem como as ações pertinentes ao professor responsável pelo Atendimento Educacional Especializado com a finalidade de auxiliá-los em suas práticas pedagógicas propiciando a Inclusão.
Para tanto, essa pesquisa visou a apresentar uma abordagem teórica a respeito da importância do Atendimento Educacional Especializado e da Sala de Recursos Multifuncionais na escola, já que a inclusão dos discentes com deficiência no espaço escolar é uma temática atual e exige organização de várias propostas de trabalho bem como uma proposta de trabalho coletivo por parte de todo o colegiado escolar.
Por meio desse estudo ficou evidenciado que é necessário aos docentes da escola estarem sempre em formação constante, em busca de estratégias para aproximar o ensino e a aprendizagem por meio de um processo de interação entre os docentes e os discentes portadores de necessidades especiais.

6. REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96). Ministério da Educação, 1996. BRASIL. Decreto nº 6571. Brasília, 2008.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 35ª ed, 454 p, 2012

BRASIL. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Ministério da Educação, Ministério da Justiça, UNESCO, 2006. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais – orientações gerais e marcos legais. Brasília: MEC/SEESP, 2006.

BRASIL. Constituição da República Federativa. Brasília, 35ª ed, 2012

BRASIL. Ministério da Educação. Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas. Brasília: MEC, 2007. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Decreto Nº 5.296 de 02 de dezembro de 2004.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Decreto Nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

BRASIL. Ministério Público Federal. O acesso de alunos com deficiência às escolas e classes comuns da rede regular de ensino. Fundação Procurador Pedro Jorge de Melo e Silva (Orgs). 2ª ed. ver. e atualiz. Brasília: Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, 2004.

BRASIL. RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 2, DE 11 DE SETEMBRO DE 2001. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Disponível em: Acesso em 01/09/2015

ORSOLON, L. A. M. O coordenador/formador como um dos agentes de transformação da/na escola. In: ALMEIDA, L. R. de; PLACCO, V. M. N. S. (Orgs.). O coordenador pedagógico e o espaço de mudança. 6ª Ed. São Paulo: Loyola, 2007. p. 17-26.

PRADO, M. E. B. B.; FREIRE, F. M. P. A formação em serviço visando a reconstrução da prática educacional. In: FREIRE, F. M. P.; VALENTE, A . (Orgs) Aprendendo para a Vida: os Computadores na Sala de Aula. São Paulo: Cortez, 2001.

PRIETO; R. G.; PAGNEZ; K. S. M. M.; GONZALES, R. K. Educação especial e inclusão escolar: tramas de uma política em implantação. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 39, n. 3, p. 725-743, jul./set. 2014.

SARTORETTO, Mara Lúcia; SARTORETTO Rui. ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E LABORATÓRIOS DE APRENDIZAGEM: O QUE SÃO E A QUEM SE DESTINAM. Disponível em: Acesso em 01/09/2015

Revision List

#1 on 2022-ago-19 sex  08:20+-10800

#2 on 2022-ago-19 sex  08:35+-10800

Autor

  • Moises da Silva

    Moisés da Silva, natural de Murutinga do Sul, Estado de São Paulo, nascido em 12 de setembro de 1969 e residente em Andradina, SP. É graduado em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa, de Andradina. Docente em Língua Portuguesa e em Língua Inglesa com cadeira efetiva na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina. É graduado em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos e leciona Língua Espanhola, Gramática e Análise Linguística no Colégio Stella Maris – Sistema Anglo – em Andradina. É graduado em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Urubupungá de Pereira Barreto, SP. É especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, câmpus de Três Lagoas; é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Alfabetização e Letramento pelas Faculdades Integradas Urubupungá, de Pereira Barreto, SP; é especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Neuroeducação:neurociência e educação e Supervisão Escolar pelas Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, SP e é mestrando em Ciência da Educação pela Emil Bruner World University.

Moises da Silva
Author: MOISÉS DA SILVAMoisés da Silva, natural de Murutinga do Sul, Estado de São Paulo, nascido em 12 de setembro de 1969 e residente em Andradina, SP. É graduado em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa, de Andradina. Docente em Língua Portuguesa e em Língua Inglesa com cadeira efetiva na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina. É graduado em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos e leciona Língua Espanhola, Gramática e Análise Linguística no Colégio Stella Maris – Sistema Anglo – em Andradina. É graduado em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Urubupungá de Pereira Barreto, SP. É especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, câmpus de Três Lagoas; é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Alfabetização e Letramento pelas Faculdades Integradas Urubupungá, de Pereira Barreto, SP; é especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Neuroeducação:neurociência e educação e Supervisão Escolar pelas Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, SP e é mestrando em Ciência da Educação pela Emil Bruner World University.

Moises da Silva

Moisés da Silva, natural de Murutinga do Sul, Estado de São Paulo, nascido em 12 de setembro de 1969 e residente em Andradina, SP. É graduado em Letras pelas Faculdades Integradas Rui Barbosa, de Andradina. Docente em Língua Portuguesa e em Língua Inglesa com cadeira efetiva na Escola Estadual Dr. Augusto Mariani em Andradina. É graduado em Letras pela Universidade Metropolitana de Santos e leciona Língua Espanhola, Gramática e Análise Linguística no Colégio Stella Maris – Sistema Anglo – em Andradina. É graduado em Pedagogia pelas Faculdades Integradas Urubupungá de Pereira Barreto, SP. É especialista em Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, câmpus de Três Lagoas; é especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional, Alfabetização e Letramento pelas Faculdades Integradas Urubupungá, de Pereira Barreto, SP; é especialista em Neuropsicopedagogia Clínica e Institucional, Neuropsicologia, Psicomotricidade, Neuroeducação:neurociência e educação e Supervisão Escolar pelas Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo, Ribeirão Preto, SP e é mestrando em Ciência da Educação pela Emil Bruner World University.

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