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Análise Sobre a Neurociência e o Seu Olhar Sobre os Transtornos e Distúrbios Na Escola.

por monique
lado direito é criativo

lado direito é criativo

ANÁLISE SOBRE A NEUROCIÊNCIA E O SEU OLHAR SOBRE OS TRANSTORNOS E DISTÚRBIOS NA ESCOLA.

Monique Ferreira Monteiro Beltrão[1].

Hoje parece que esperamos da ciência e da medicina psiquiátrica a última palavra sobre os nossos males emocionais. Vivemos a cultura que demanda soluções imediatas e milagrosas, aliada a uma imensa gama de ofertas da indústria farmacêutica. Tudo isso impulsiona a medicalização da vida.  Os conhecimentos avançados da medicina vêm diagnosticando cada vez mais e mais transtornos mentais. Mas o que é um transtorno mental? Ou seria loucura querer definir a loucura?

As Neurociências são apenas mais uma contribuição para a abordagem da aprendizagem. Os resultados das pesquisas neurocientífica são importantíssimos, mas eles não se aplicam diretamente ao cotidiano escolar. Estes resultados auxiliam os professores, inspirando-os a repensar sobre suas estratégias educacionais, sem ter a pretensão de dar receitas que garantam a aprendizagem.

As neurociências podem contribuir para o cotidiano do professor de forma que ao conhecer a organização e as funções do encéfalo[2], como a linguagem, a atenção e memória, as relações entre as emoções, desempenho e aprendizagem, o professor possa observar o seu aluno com mais clareza e objetividade, acessando maior quantidade de redes neurais, o que gera melhor resultado.

Os jovens e sujeitos da aprendizagem podem aprender, desde que sejam devidamente estimuladas e acompanhadas por professores, que conheçam estratégias alternativas de aprendizagem, pois seus encéfalos utilizam circuitos neuronais diferentes. Podemos concluir, portanto, que quando não aprendemos, o problema está sempre no encéfalo.  A aprendizagem não depende apenas do funcionamento cerebral. O contexto social, cultural, político, econômico, familiar e escolar é definitivo para a aprendizagem.

O CÉREBRO

O Cérebro custa cara, gasta 500kcal por dia, gasta 20 % de todo o oxigênio que respiramos, pesa 1,3 kg, a área da superfície do cérebro tem de 1.500 cm2 a 2.000cm2, equivalente ao tamanho de uma a duas páginas de jornal abertas. Utiliza 750ml de sangue por minuto. A velocidade do impulso elétrico no cérebro chega a 360km/h. O cérebro funciona inteiro. Nada de dizer que ele funciona apenas 10%. Isso não está correto.

O consumo é constante e não muda, precisamos de sais minerais, vitaminas e proteínas.

Somos o resultado de todo o cérebro junto. Todas as regiões do cérebro funcionam permanentemente. A diferença é o quanto elas funcionam. Quais regiões estão mais ou menos ativas?

lado direito é criativo

lado direito é criativo

O cérebro humano é dividido em duas metades: Lado direito e lado esquerdo. A metade esquerda do cérebro comanda o lado direito do corpo, e a metade direita do cérebro comanda o lado esquerdo do corpo. Desta forma, nós conseguimos pensar e nos movimentar ao mesmo tempo.

O lado direito é criativo. O lado esquerdo é racional. A criatividade depende dos dois lados do cérebro.

✅ O lado esquerdo produz a fala.

✅ O lado direito coloca o tom emocional da fala.

✅ O lado esquerdo olha para as partes.

✅ O lado direito justifica cada uma delas.

 

Entendemos com este conhecimento e detalhamento que os insights[3] acontecem  e que fazem parte do processo de aprendizagem, quando o indivíduo percebe que entendeu e acrescenta mais a todo aprendizado. Precisamos de tempo para guardar reações e movimentos para o entendimento. É neste momento que nós temos ideias sobre o assunto. Reflexões sobre o assunto. Pensei assim!

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA FUNCIONAL

Métodos diagnósticos por imagem que não utiliza radiação e permite retratar imagens de alta definição. Chegamos a perceber atividades funcionais durante a estimulação.

Modelo humano submetido à ressonância magnética funcional

Entre os assuntos mais estudados, destacam-se, a percepção visual, o movimento voluntário, o planejamento e o controle motor, a atenção e as memórias declarativa e implícita.   A maioria desses estudos envolveu voluntários normais.  Entretanto, dados interessantes têm sido obtidos a partir do estudo de pacientes, que de alguma forma, sua doença específica envolva mudanças nas áreas de ativação cerebral.

CÉREBRO E APRENDIZAGEM

Dividimos o cérebro em três grandes porções: Sensorial (atrás), Motora ( mediana) e Associativa (frente), Córtex pré frontal. Se prestam a receber informações do ambiente.

Recebem informações do ambiente, e elaboram conexões novas e experimentais e que irão se sobrepor ao que já se conhece.

Como usamos o cérebro. O sistema nervoso  se modifica conforme sua função e suas decisões e experiências.

Neurociência associada, é uma ciência jovem e tem cerca de 150 anos!

Existem períodos e/ ou momentos que a aprendizagem elucida habilidades de modo mais fácil.

Na espécie humana não existem dois cérebros iguais, semelhantes, pois os detalhes das conexões entre os neurônios são fruto da história pessoal de cada indivíduo. Eu aprendo no meu tempo!

Do nascimento até a idade adulta, o cérebro passa pela redução da densidade cortical durante a adolescência. (o cérebro nasce com 1/3 do peso que terá na idade adulta). O tamanho adulto é atingido aos 10 – 12 anos, na pré adolescência. Isso não quer dizer que esteja pronto, o final da infância não é o final do desenvolvimento do cérebro.

Aprendemos de acordo com a sua experiência, com o que usa realmente e tem no seu cotidiano.

Somos adaptáveis, aprendemos coisas para termos chance de sobrevivência e para sermos melhores.

O aluno precisa entender o “significado[4]” do que se aprende, para ter sentido em sua vida, ou no seu momento.

Antes a Escola era o único lugar de conhecimento. Mas hoje, temos outros lugares com muito mais conhecimento. A pandemia do Corona Vírus Covid 19 nos ensinou!

CÉREBRO E APRENDIZAGEM

A emoção interfere no processo de retenção de informação

É preciso motivação para aprender

A atenção é fundamental na aprendizagem

O cérebro se modiofica em contato com o meio durante toda a vida.

A formação da memória é mais efetiva quando a nova informação é associada a um conheciemnto prévio.

Você aprende de acordo com  a sua experiência, com o que usa realmente e tem no seu cotidiano.

Exercícios constantes e reinvocação de conteúdos são imprescindíveis para a aprendizagem.

Preciso ressignificar o que aprendi, ouvi ou pensei. Precisa ser significativo.

Construção da Autora

NEUROPSICOLOGIA E NEUROCIÊNCIA

Neuropsicologia  é a área da neurociência que visa o estudo da relação entre comportamento e funcionamento cerebral, em condições normais e patológicas.

Neurociência é a área multidisciplinar de conhecimento que analisa o sistema nervoso para entender as bases biológicas do comportamento.

A aprendizagem e a mudança de comportamento tem um correlato biológico, que é a formação e a consolidação das ligações sinápticas entre as células nervosas

Ligações Sinápticas:[5]

   Sistema nervoso – Neurônios

               

           Principal Célula do Corpo Humano. Neuro Expert.

Apesar de sermos “montados” iguais e vivendo no mesmo ambiente, podemos sofrer sentimentos diferentes conforme o nosso cérebro processa e distribui para afirmação deste mesmo ambiente.

O cérebro não tem necessidade nem capacidade de processar todas as informações que chegam até ele. Por meio da atenção e do foco, ele pode dedicar-se as informações importantes, ignorando as que são desnecessárias.

Eu posso determinar o meu foco e atenção!

Eu busco o que faz sentido para mim!.

A atenção também pode ser classificada em implícita, quando o foco da atenção está no olhar e dendê a ser automática. A atenção implícita é quando o foco da atenção não coincide com o olhar, e tende a ser um ato voluntário.

(…) atenção, um mecanismo de focalização dos canais sensoriais capaz de facilitar a ativação de certas vias, certas regiões, e até mesmo neurônios, de modo a colocar em primeiro plano sua operação, e em segundo plano a de outras regiões que processam aspectos irrelevantes para cada situação. (LENT, 2010, p.612).                  

SAÚDE E SAÚDE MENTAL

Construção da  Autora.

Conheço pessoas que hoje teriam laudos e seriam acompanhadas pelo AEE na Escola e que no entanto não foram e não são e conseguiram se superar, imitar e participar, fazendo parte do processo acadêmico e social que se pode estar inseridos.

A aprendizagem e a mudança de comportamento tem um correlato biológico, que é a formação e a consolidação das ligações sinápticas entre as células nervosas.

A saúde mental é um importante fator que possibilita o ajuste necessário para lidar com as emoções positivas e negativas. Investir em estratégias que possibilitem o equilíbrio das funções mentais é essencial para um convívio social mais saudável.

Além de ser determinante para a estabilidade física, a saúde mental[6] está relacionada à qualidade da interação individual e coletiva. No cenário atual, buscar alternativas que possibilitem a harmonia nessas relações é uma urgente necessidade.

Este é o caminho, buscar de medidas que sinalizem a promoção da saúde mental e a garantia dos direitos fundamentais associados ao bem-estar e à qualidade de vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o conceito de saúde é bem mais abrangente que a simples ausência de doença: é um completo estado de bem-estar físico, mental e social e, dessa forma, merece atenção em todos  as suas vertentes.

Assim como a física, a saúde mental é uma parte integrante e complementar à manutenção das funções orgânicas. Nesse contexto, a promoção da saúde mental é essencial para que o indivíduo tenha a capacidade necessária de executar suas habilidades pessoais e profissionais.

Efetivamente, o bom estado mental confere ao homem o amplo exercício de seus direitos sociais e de cidadania. Assegura ainda as condições de interação social para uma convivência familiar mais harmônica e segura.

Desse modo, entender a importância da estabilidade mental e sua intensa relação com o bem-estar é fundamental. Possibilita, assim, a compreensão da importância de utilizar a capacidade individual para a percepção de valores e virtudes inerentes à construção da coletividade.

TRANSTORNO E TRANSTORNOS MENTAIS

As perturbações mentais e comportamentais são consideradas como entidades com significado clínico quando originam alterações da capacidade cognitiva, do humor (emoções) ou provocam comportamentos que impedem ou dificultam o desempenham das funções pessoais e sociais do indivíduo, de forma sustentada ou recorrente.

Transtorno é o ato ou efeito de transformar, contratempo e situação de incômodo.

Grande parte do “mal estar” que passamos no dia a dia, podemos chamar de transtorno que é uma progressão ou transformação em patologias, dos problemas naturais das nossas vidas. O que impulsiona a medicalização da vida.

O DSM[7] nos traz diagnósticos ao longo das suas escritas:

 I – 1952 – 106,

II – 1968 – 182,

III – 1980 – 265,

1987 -292 ( Revisada).

IV – 1994 -297,

V – 2013 – + de 300.

Devemos ter cuidado para não estarmos patolizando os problemas humanos, na versão V do DSM temos:

  • Compulsão alimentar deixa de ser gula e passa a ser Transtorno Psiquiátrico.
  • Dor Menstrual, agravamento do TPM, passa a ser Transtorno Psiquiátrico.
  • Sofrimento pela perda de alguém por mais de 2 semanas passa a ser Transtorno Psiquiátrico. Dentre outros. Então perguntamos: Será?

Transtornos Mentais Alteram o design selecionado. Vive-se culturalmente e socialmente como um prejuízo. Não se deve transformar a desordem em uma única ordem. Deve garantir a diversidade.

O fato psicopatológico não se resume a uma alteração biológica.

As neurociências descrevem a estrutura e funcionamento do sistema nervoso, enquanto a educação cria condições que promovem o desenvolvimento de competências.

Os professores atuam como agentes nas mudanças cerebrais que levam à aprendizagem (Coch e Ansari, 2009).

As estratégias pedagógicas utilizadas por professores durante o processo ensino-aprendizagem são estímulos que produzem a reorganização do sistema nervoso em desenvolvimento, resultando em mudanças comportamentais (Guerra, 2011).                                                                                                        

A neurociências usa a  neuroplasticidade que é a capacidade que o encéfalo possui em se reorganizar ou readaptar frente a novos estímulos, sejam eles positivos ou negativos.

As sinapses ou conexões entre os neurônios se modificam durante o processo de aprendizagem, quando há evocação da memória, quando adquirimos novas habilidades.

Ao analisar os neurônios após um processo de aprendizagem, pode-se observar várias modificações estruturais que ocorreram, tais como o brotamento de espículas dendríticas[8], brotamento axonal[9] colateral e desmascaramento de sinapses silentes.

A neuroplasticidade possibilita a reorganização da estrutura do encéfalo e constitui a fundamentação neurocientífica do processo de aprendizagem.

Patologia estuda doenças e as alterações que estas provocam no organismo. Onde o foco é a doença e envolve examinar a causa da doença, como se tornam.

Construção da Autora.

DIFICULDADES E TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM

Observamos três momentos em específico:

1- Problemas na reciprocidade emocional e social – Aproximação social anormal.

  • Falha na conversação. – Reduzido compartilhamento de interesses. – Reduzida demonstração de emoção e afeto. – Problemas para iniciar uma interação social. – Imitação social prejudicada.

2- Problemas com a comunicação não verbal

– Prejuízo no uso social do contato visual. – Prejuízo no uso e na compreensão das posturas corporais. – Prejuízo no uso e compreensão da prosódia. – Anormalidade no uso e compreensão do afeto. – Perda da coordenação da comunicação verbal e não verbal.

3- Problemas nas relações sociais

-Problema na iniciação e manutenção de relacionamentos apropriados.

-Dificuldades de ajustar o comportamento de acordo com o contexto social.

-Dificuldades em realizar brincadeiras imaginativas.

-Dificuldade de fazer amigos. -Ausência de interesse nos outros.

A neurociência adequa e ressignificar ao sujeito a sua condição de aprendiz. Respeitando os seu momentos e suas necessidades de adequação. Daí, surgem as

adaptações, as reelaborações de comandos para oferecer conforto pessoal para o aluno com este diagnóstico.

A neurociência viabiliza condições remotas, para reafirmar o sujeito na escola. O indivíduo passa a fazer parte de todo o processo acadêmico e de aprendizagem.

A Escola então busca oferecer trabalho em conjunto onde o líder é alterado a cada tarefa. Solicita-se a participação de todos. Enfatiza-se a relevância individual.

ALGUNS TRANSTORNOS ESCOLARES NO NOSSO CONVÍVIO

Transtornos psiquiátricos, como:

  • o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a depressão e ansiedade e também o uso de drogas podem gerar dificuldades de aprendizagem.
  • Déficits de linguagem são importantes no contexto escolar, e também devem ser acompanhadas de perto por um médico especialista e por uma equipe multidisciplinar no cuidado da saúde.

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) caracteriza-se por comportamentos que podem ser de desligamento, desatenção, “avoado” e atitudes impulsivas, hiperativas e agitadas. Seu diagnóstico é difícil porque não existe um teste específico para o TDAH. Esta doença, de causa desconhecida, geralmente se manifesta na infância e, se não for tratada e percebida, pode trazer problemas de aprendizado, comportamento, relacionamento e sentimentos para a criança. (BELTRÃO, 2020, p77).

Com a pandemia:

  • Transtorno fóbico.
  • Transtorno do Sono.
  • Transtorno de humor.

O diagnóstico deixou de ser técnico, para ser uma questão discutida por todos, seja no modo pessoal, como no nível entre amigos e na vida cotidiana.

O diagnóstico psiquiátrico de um modo contemporâneo vem subjetivar vivências emocionais.

A Neurociência altera isso que deixa de ser estanque e passa a ser discutido, mensurado e participativo, quando se inclui na Escola e no universo de aprendizagem.

A neurociência inclui o sujeito no tempo dele. Harmoniza as situações para incluir o sujeito com os seus pares.

Construção da Autora.

                                                                                                                           

A neurociência cognitiva tem oportunizado o acesso aos problemas que surgem de momentos. Onde deve considerar as particularidades e as potencialidades individuais para a superação. Os fatores intrínsecos devem ser superados.

A NEUROCIÊNCIA E SUA COLABORAÇÃO

Embora não seja aconselhável que o aluno tenha um acompanhante exclusivo, pode ser que necessite de um acompanhante para ajudá-lo nos primeiros dias a organizar-se de acordo com a rotina da sala ou em algumas atividades específicas, como, por exemplo, em aulas de educação física;

Embora nem a rotina original da sala nem o currículo devam sofrer alterações para receber o aluno especial, outras atividades devem ser incluídas para facilitar a interação desse aluno com os outros alunos da sala e vice-versa, como montar uma escala de tarefas para os alunos da sala que inclua o aluno especial, para atividades como distribuir materiais para os outros alunos;

A autoridade do professor é a segurança desse aluno. Até que o professor não o compreenda totalmente e não tenha a situação sob controle, ele não deve falar excessivamente com o aluno, sob pena de ter de enfrentar mais tarde problemas de comportamento que podem, inclusive, comprometer o aprendizado da criança.

A organização da sala de aula deverá ser feita em quatro áreas: área de aprendizado, onde a criança recebe instruções, área de trabalho independente, área de descanso ou lazer ( direcionado) e área de rotina diária.

O aluno precisa ser conduzido e participar de todos os processos e espaços de aprendizagens para se fazer parte e incluir-se no processo de construção da sua própria aprendizagem e significados pessoais e duradouros.

A NEUROCIÊNCIA E A AÇÃO DOCENTE

Introduzir o material a ser aprendido fazendo ligações com o que já é sabido. E com o que já foi vivenciado.

  • Criar situações semelhantes à vida real.
  • Criar oportunidades de rememoração e de novas associações.
  • Utilizar trabalhos em grupo seguidos de exposição pelos alunos.
  • Aprender fazendo.
  • Utilizar técnicas mnemônicas, ou seja, que auxiliam a memória, como a música, rimas.
  • Dividir as atividades em intervalos.
  • Introduzir o novo, o intenso e o pouco usual. 9. Utilizar tempo de relaxamento entre as atividades.
  • Levar em conta a necessidade de consolidação da memória.

A NEUROCIÊNCIA NOS TRAZ CRITÉRIOS DE AJUDA

  • Conhecer o potencial socializador e integrador da família, para aquele sujeito.
  • Utilizar formas diferentes para apresentar informações.
  • Tentar minimizar as distrações. (modos pessoais de ver o mundo).
  • Produzir adequações e adaptações ao sujeito.
  • Prever adaptações e adequações.
  • Mover-se interdisciplinarmente. Entendendo que a Escola não é mais o único lugar de aprendizado. A pandemia nos fez aprender em lugares de acesso mundial e irrestrito.
  • Estudo Blocado[10].

A NEUROCIÊNCIA NOS CONVOCA “A”

Ajuntar, (ligar, somar, juntar…)

Adaptar e

Avaliar.

Para prosseguir e assegurar que todas as particularidades serão atendidas e acolhidas para que haja sucesso e prosperidade acadêmica de interesse pessoal e promissor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Aprendizagem é a reorganização cerebral cotidiana. Aprender significa adquirir novos conhecimentos e comportamentos que irão modificar a estrutura física do cérebro para torná-lo mais funcional, ou seja, para se organizar melhor e resolver as demandas. Os estímulos ambientais também fazem parte do aprendizado.

Os estímulos do ambiente levam os neurônios a gerarem novas sinapses, tornando-as mais acentuadas. Por exemplo, o cérebro de um indivíduo pode ser considerado normal, porém, se o ambiente for desfavorável para a aprendizagem, esse indivíduo recebe poucos estímulos – e dessa maneira, pode haver dificuldades de aprendizagem.

O contrário pode ocorrer também– cérebros desprovidos podem se desenvolver com muitos estímulos. A aprendizagem é um evento sináptico e, no seu transcurso, são produzidas modificações celulares. Na aprendizagem, há uma etapa de aquisição e outra de consolidação. A plasticidade cerebral atua na estrutura e no funcionamento do cérebro, que também se modifica com as experiências e vivências dos indivíduos.

Conforme Relvas (2017), o conceito de plasticidade cerebral pode ser aplicado à Psicopedagogia, considerando a tendência do Sistema Nervoso em ajustar-se diante das influências ambientais durante o desenvolvimento infantil, ou na fase adulta, restabelecendo ou restaurando funções desorganizadas por condições patológicas.

Assim, pode-se afirmar que o aprendizado é capaz de causar mudanças no córtex cerebral. A escola também é um ambiente importante para o aumento de informações, alterando atitudes e comportamentos e desenvolvendo habilidades intelectuais. Esse processo se dá em cada indivíduo de forma diferenciada. Não existem dois cérebros semelhantes, por isso as pessoas não aprendem de forma igual (COSENZA; GUERRA, 2011).

No processo de construção cerebral, são formados neurônios que irão se encaminhar para ocupar os lugares que lhes são devidos geneticamente. Conforme Cosenza e Guerra

(2011), a maior parte do Sistema Nervoso é construída em suas linhas gerais, ainda no período embrionário. A partir daí, desenvolve-se por toda a vida.

Diante do que foi tratado, é possível observar a importância do cérebro e da Neurociência para a aprendizagem, para a vida da escola e para o universo da aprendizagem. Precisamos nos atentar para conviver com a neurociência na escola, em uma proposta de crescimento e de favorecimento em relação ao processo de aprendizagem do indivíduo acadêmico.

“Noção da Doença Mental

Se ela é uma doença, não pode ser mental

E se ela é mental não pode ser doença!”

Kurt Schneider.

REFERÊNCIAS

BELTRÃO, Monique Ferreira Monteiro, O Diagnóstico de TDAH Tratado na Escola. Uma Pesquisa de Conhecimentos, BH. Artesã, 2020, p183.

CONSENZA, Ramon. GUERRA, Leonor, Neurociência e Educação: Como o Cérebro Aprende. Porto Alegre: Artmed, 2011.

GUERRA, L.B. A Criança com Dificuldades de Aprendizagem. Rio de Janeiro, Enelivros, 2002.

LENNON, John. 5 vantagens da neurodidática. nov. 2012. Disponível em: <https://canaldoensino.com.br/blog/5-vantagens-da-neurodidatica>. Acesso em: 6 jun. 2019.

LIBERATO, Aline; SILVA, Ana Lúcia. Processos do aprender: As contribuições da neurociência para a formação de professores da educação infantil. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 12., 2015, Curitiba. Anais do evento. Curitiba: EDUCERE, 2015. p. 1102.

LENT, Roberto. Cem Bilhões de Neurônios : conceitos fundamentais de neurociência. 2 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2010.

RELVAS, Marta. Que cérebro é esse que chegou à escola? As bases científicas da aprendizagem. Rio de Janeiro: Wak, 2017.

ROTTA, Newra; BRIDI FILHO, César; BRIDI, Fabiane (Org.). Neurologia e aprendizagem: Abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2016.

ROTTA, Newra; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar (Org.). Transtornos da Aprendizagem: Abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2016.

[1] Doutora em Educação. Mestre em Educação e Psicologia, Pedagoga, Neuropsicopedagoga, Psicopedagoga, Escritora, Professora Universitária, Palestrante, Orientadora do Mestrado e Doutorado da EBWU Emil Brunner World University.

[2]Centro do Sistema Nervoso. Engloba: Cérebro, Tálamo, Mesencéfalo, Cérebro e Bulbo. Possui a função de processar e interagir as informações nervosas do corpo.

[3] Clareza súbita na mente, no intelecto de um indivíduo; iluminação, estalo, luz.

compreensão ou solução de um problema pela súbita captação mental dos elementos e relações adequados. A palavra representa um substantivo masculino. Definição de Oxford Languages.

[4] Significado conforme David Ausubel, aprendizagem significativa, Para o especialista em Psicologia Educacional, o conhecimento prévio do aluno é a chave para a aprendizagem significativa.

[5]Passagem de informações entre os neurônios. As sinapses são junções entre a terminação de um neurônio e a membrana de outro neurônio. São elas que fazem a conexão entre células vizinhas, dando continuidade à propagação do impulso nervoso por toda a rede neuronal.

[6] A saúde mental é um termo usado para descrever um nível de qualidade de vida cognitiva ou emocional ou a ausência de uma doença mental.

[7] Um dicionário, Publicado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA), o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) é o dispositivo oficial de traçar os diagnósticos psiquiátricos nos Estados Unidos, sendo utilizado em grande escala no mundo.

[8] É uma pequena protrusão membranosa do dendrito de um neurônio que normalmente recebe entrada de um único axônio na sinapse. Espinhas dendríticas servem como um local de armazenamento para a força sináptica e ajudam a transmitir sinais elétricos para o corpo celular do neurônio.

[9]Brotamento ou Sprouting: ocorre um novo crescimento a partir de axônios. Envolve a participação de vários fatores celulares e químicos; resposta do corpo celular e a formação de novos brotos; alongamento dos novos brotos; e a cessação do alongamento axonal e sinaptogênese.

[10] O Sistema Blocado de Ensino se caracteriza como uma organização por blocos de disciplinas em regime semestral que foi implementado de forma experimental em escolas Estaduais desde 2007, principalmente no turno noturno (RAMOS et al, 2009). O que pode significar também trabalhar por partes e fornecer a o cérebro um tempo de descanso entre um trabalho ou estudo e outro. Pelo menos uns 10 minutos, favorece o retorno com foco e melhor entendimento.

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